Apresentação do Programa de Pós-Graduação em Música

Programa de Pós-Graduação em Música

O Programa de Pós-Graduação em Música caracteriza-se pelo compromisso com a excelência no ensino e na pesquisa, o que se reflete na composição de seu corpo docente, em suas linhas de pesquisa e em suas estruturas curriculares. Tem por objetivo promover estudos musicais inovadores, que incorporem a pesquisa e a prática em vários âmbitos da música nos níveis de mestrado e doutorado. O Programa visa oferecer aos profissionais, docentes e pesquisadores de Música, uma formação que os qualifique a atuar de maneira crítica e reflexiva, com ênfase na especificidade artística da área.

 

Objetivos

 

O Programa de Pós-Graduação em Música da USP tem como objetivos: 

  1. a formação de pessoal qualificado para o exercício das atividades de pesquisa e de docência no ensino superior na área de Música; 
  2. o desenvolvimento de pesquisas que gerem novos conhecimentos; 
  3. o fomento da produção acadêmica (bibliogrática, técnica e artística) em música e suas interfaces.

 

Histórico e contextualização do programa

O Programa de Pós-Graduação em Música da Universidade de São Paulo foi criado a partir da reformulação e separação dos programas de pós na ECA (Escola de Comunicações e Artes da USP). A partir de 2007, os programas que antes estavam agrupados sob a denominação genérica de “Artes” (trata-se do primeiro curso de pós-graduação em Artes no Brasil, iniciado em 1974, bem como do primeiro doutorado na área, implantado em 1980), se constituíram em programas independentes, a saber: Artes Cênicas, Artes Visuais e Música. Essa reformulação trouxe maior independência e agilidade aos programas e, como consequência, uma maior consistência no conjunto de atividades desenvolvidas no âmbito de cada um deles.

Desde sua criação, o Programa de Pós-Graduação em Música (PPGMUS) tem procurado promover estudos musicais inovadores, aliando a pesquisa acadêmica e a prática artística com a finalidade de gerar novos conhecimentos em música, oferecendo ao corpo discente uma formação que os qualifique a atuar de maneira crítica e inovadora. Assim, o PPGMUS caracteriza-se por um compromisso com a excelência no ensino, na pesquisa, na extensão e na prática artística em seus mais diferentes aspectos.

Entre os anos de 2012-2013 tivemos uma substancial reformulação nas linhas de pesquisa, a fim de melhor adequá-las à atuação artística e acadêmica do corpo docente, criando condições favoráveis para que as pesquisas e os processos de orientação desenvolvidos no Programa pudessem se organizar de forma mais consistente e verticalizada.

 

Áreas de Concentração e Linhas de Pesquisa:

O Programa de Pós-Graduação em Música da ECA-USP está organizado de acordo com duas áreas de concentração - Musicologia e Processos de Criação Musical - as quais, por sua vez, têm como focos de estudos as linhas de pesquisa especificadas a seguir:

 

1 - Área de Concentração: Musicologia

Aborda questões que apontam para conceitos históricos, estéticos e teóricos em seu contexto cultural. Compreendemos a Musicologia num sentido amplo, abrangendo estudos em teoria da música, teoria da composição, análise musical, estética musical, crítica, história da música e etnomusicologia. Assim, entendemos que a área não deve se restringir à música de concerto de tradição ocidental, mas deve abranger também as manifestações de outras culturas musicais, com especial atenção às várias manifestações da música brasileira, campos em que o Departamento de Música da ECA-USP tem historicamente desenvolvido pesquisas consistentes.

A Área de Musicologia está organizada em duas Linhas de Pesquisa: (1a) Teoria e análise musical; (1b) Musicologia e etnomusicologia.

 

Linha de Pesquisa (1a): Teoria e análise musical

As teorias musicais têm sido desenvolvidas e encontram sua expressão prática na análise musical. Tanto a análise quanto a teoria da música estão envolvidas com a compreensão do fenômeno musical, suas implicações e recepção. A teoria cria ferramentas de análise e volta-se para o estudo minucioso e detalhado dos materiais, técnicas e procedimentos composicionais em seus diversos contextos históricos. A análise aborda a constituição e a interrelação dos elementos formativos da música. Nesta linha, a análise pode também ser estudada enquanto resultado de processos históricos, em que a própria concepção analítica passa a ser objeto de investigação.

Orientadores: Adriana Lopes Moreira, Rodolfo Coelho de Souza, Marcos Branda Lacerda, Paulo de Tarso Salles, Sílvia Berg.

 

Linha de Pesquisa (1b): Musicologia e Etnomusicologia

Esta linha tem por objetivo a interpretação da música como produto e construção cultural, o que inclui não apenas o estudo das fontes primárias e audiovisuais dos documentos musicais (a partir da aplicação de diferentes métodos históricos, antropológicos e analíticos, os quais incluem o estudo de manuscritos, filologia e crítica textual, iconografia, crítica genética, semiótica, trabalho etnográfico etc.), mas também o estudo dos problemas envolvidos nas práticas musicais, no âmbito da recepção, nos processos ideológicos dos discursos, bem como na problemática dos trânsitos e hibridações entre as culturas. Envolve também questões estéticas, voltando-se à discussão filosófica, à questão da experiência, à crítica, apreciação, julgamento e valoração da obra de arte musical em seus contextos históricos e antropológicos.

Orientadores: Diósnio Machado Neto, Flávia Toni, Ivan Vilela, Marcos Branda Lacerda, Marcos Câmara de Castro, Mário Videira, Monica Lucas, Pedro Paulo Salles, Susana Igayara.

 

2 - Área de Concentração: Processos de Criação Musical

Busca a investigação, discussão e produção intelectual (artística, bibliográfica e técnica) relacionadas às questões envolvidas nas práticas criativas, composicionais, educacionais e interpretativas bem como aos aspectos técnicos, científicos e tecnológicos das mesmas. Pressupõe o aperfeiçoamento e aprofundamento das habilidades específicas e a reflexão do compositor, do educador e do performer sobre problemas ligados à criação artística, ao repertório, técnicas, estilos, meios de expressão, questões interpretativas e processos educacionais. Abre-se também aos campos interdisciplinares e às relações com as outras áreas artísticas que incluem a utilização de novas tecnologias.

A Área de Processos de Criação Musical está organizada em quatro Linhas de Pesquisa: (2a) Performance; (2b) Questões interpretativas; (2c) Música e educação: processos de criação, ensino e aprendizagem; (2d) Sonologia:criação e produção sonora.

 

Linha de Pesquisa (2a): Performance

Visa o aperfeiçoamento e aprofundamento das habilidades específicas em performance musical. Pressupõe um aperfeiçoamento prático, tendo por finalidade uma formação de excelência em performance musical, além de requerer o desenvolvimento de uma pesquisa escrita com sólido embasamento bibliográfico a respeito das problemáticas envolvidas nesta prática, tais como:  possibilidades analítico-interpretativas do repertório musical, abordagens técnicas instrumentais histórica e fisiologicamente embasadas, aspectos idiomáticos específicos de cada instrumento musical, estilos de interpretação historicamente embasados e meios para a expressão musical. Para tanto, conta com um processo seletivo e uma estrutura curricular específicos, que incluem provas práticas e apresentações musicais públicas. Atualmente o programa conta com orientadores para os candidatos de violão, piano, violino, violoncelo e regência coral.

Orientadores: Amilcar Zani, Edelton Gloeden, Eduardo Monteiro, Eliane Tokeshi, Fábio Presgrave (Colaborador), Fernando Corvisier, Luciana Sayuri, Luis Antonio Eugênio Afonso, Luiz Ricardo Basso Ballestero Marco Antonio da Silva Ramos, Robert John Suetholz.

 

Linha de Pesquisa (2b): Questões interpretativas

Busca investigar e refletir sobre as questões envolvidas nas práticas interpretativas, bem como sobre os aspectos técnicos e tecnológicos envolvidos nas mesmas. Pressupõe a reflexão téorica do intérprete sobre problemas ligados ao repertório, técnicas, estilos, meios de expressão e questões interpretativas.

Orientadores: Amilcar Zani, Edelton Gloeden, Eduardo Monteiro, Eliane Tokeshi, Fábio Presgrave (Colaborador), Fernando Corvisier, Gil Jardim, Luciana Sayuri, Marco Antonio da Silva Ramos, Susana Igayara.

 

Linha de Pesquisa (2c): Música e educação: processos de criação, ensino e aprendizagem

Pesquisa e estuda as relações entre música e educação em seus múltiplos espaços e possibilidades abordando: a) análise dos processos criativos emergentes, em distintos níveis e contextos pedagógicos; b) processos de percepção, de escuta e cognição musicais; d) práticas e metodologias para o ensino de música; e) pesquisa em educação musical e o dado cultural; f) formação de professores; g) história da educação musical e do ensino artístico-musical.

Orientadores:  Maria Teresa Alencar de Brito, Marcos Câmara de Castro, Pedro Paulo Salles, Silvia Berg.

 

Linha de Pesquisa (2d): Sonologia: criação e produção sonora

Estuda o material acústico em seu vínculo com as produções e atividades musicais, visando abordar problemas relacionados à criação, à percepção, à recepção e à epistemologia. Explora os processos criativos e reflexivos de um repertório voltado para a exploração do som como material para a criação artística. Abrange pesquisas sobre representação, processamento, análise e síntese de som e de informação associada aos múltiplos processos que acontecem em uma situação musical, além de estudos realizados de uma perspectiva cultural ou crítica de desenvolvimentos criativos relacionados ao som e que impliquem mudanças nas técnicas de produção, reprodução, armazenamento, manipulação e recepção. Algumas especialidades estreitamente ligadas a esta subárea: Extração e Processamento de Informação Musical; Música Eletroacústica; Improvisação contemporânea, Sound Design; Sistemas Interativos; Luteria Acústica; Organologia; Luteria Eletrônica e Computacional.

Orientadores: Cesar Villavicencio (colaborador), Fernando Iazzetta, Heloisa Valente (colaboradora), Regis Rossi A. Faria, Rogério Costa, Rodolfo Coelho, Silvio Ferraz.

 

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