2019: Lançamento da Revista Sala Preta 19.2

Sala Preta

Não sendo resultado de uma convocatória temática, este número de Sala Preta é composto de pesquisas e reflexões enviadas espontaneamente a publicação. Num ano em que a produção científica e cultural no país foi prejudicada por cortes de verbas e policiamentos regressivos de toda ordem, em que o imaginário nazista frequentou as declarações do primeiro escalão do governo federal – como uma espécie de teste dos limites do horror na esfera pública –, a produção de conhecimento seguiu dentro de suas possibilidades num país em que a violência dos tratos se tornou a regra, mesmo em setores que outrora disfarçavam as práticas mercantis de anulação do outro por meio de um idealismo letrado. Diante disso, devem ser comemorados os estudos que persistem orientados por um sentido de verdade, em relação honesta e sincera com os objetos de pesquisa, por mais específicos que sejam. Os artigos aqui reunidos, assim, em contraste com os desastres da cultura oficial do país, apenas por manifestarem interesse nas diferenças, traduzem inconformismos variados. O número conta ainda com a colaboração de professores estrangeiros, como Cláudia Madeira e Fernando Matos Oliveira, da Universidade de Coimbra, Portugal, e Gabriele Klein, da Universidade de Hamburgo, Alemanha. A carta inédita do dramaturgo francês Jean-Pierre Sarrazac, que abre o número, ainda que escrita em 2014, dialoga diretamente com as dificuldades da dramaturgia crítica atual. Sua sugestão poético-política se liga à necessidade de que novos vínculos de humanidade sejam produzidos, com base nas divisões atuais.

Elizabeth R. Azevedo e Sérgio de Carvalho

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