Comissões sob nova gestão: confira as propostas para o ensino, a pesquisa e a cultura e extensão da ECA nos próximos anos

Entre os desafios das novas presidências de comissões permanentes está lidar com os impactos da pandemia nas atividades acadêmicas na ECA

 

Em reunião realizada no dia 25 de março, a Congregação da ECA elegeu as novas presidências de quatro importantes comissões: as Comissões de Graduação, Pós-graduação, Pesquisa e Cultura e Extensão Universitária.

Confira algumas das principais propostas da nova gestão das comissões permanentes da ECA:

 

Comissão de Graduação (CG)

Na CG, foram eleitos a professora Cibele Araujo Camargo Marques dos Santos (presidente), do Departamento de Informação e Cultura (CBD), e o professor Marcos Bulhões (vice-presidente), do Departamento de Artes Cênicas (CAC).

A nova gestão dará continuidade às ações atualmente em curso, visando a identificação e melhoria de processos e recursos da própria CG. Para a professora Cibele, é preciso “fortalecer as características que são inerentes aos cursos da ECA”, muito diferentes entre si. Nesse sentido, a CG pretende apoiar iniciativas de inovação que levem em consideração a identidade de cada curso. A tecnologia, por si só, “nem sempre irá trazer a inovação que precisamos para os nossos cursos”, disse a docente à Congregação.

O ensino de graduação ainda sofrerá grande impacto da pandemia ao longo de todo o ano de 2021 e possivelmente em 2022, avalia a professora do CBD. Por isso, a comissão pretende se dedicar, logo no início da nova gestão, a identificar e mapear as várias mudanças estabelecidas pela Pró-reitoria de Graduação da USP durante a pandemia. Com a recente experiência adquirida com o trabalho remoto, a proposta da nova gestão também é avaliar quais procedimentos relacionados a cursos, matriculas, estágios, bolsas e outros processos podem ser aprimorados, considerando a implantação de novas soluções digitais.

Após a pandemia, a CG dará continuidade às ações previstas no Projeto Acadêmico da ECA para o ensino de graduação.

 

Comissão de Pós-graduação (CPG)

Na CPG foram eleitos o professor Mário Rodrigues Videira Júnior (vice-presidente), do Departamento de Música (CMU), e a professora Roseli Aparecida Fígaro Paulino, do Departamento de Comunicações e Artes (CCA).

Na avaliação da nova gestão, a uniformização de procedimentos entre os seis programas de pós-graduação – por exemplo, no preenchimento da Plataforma Sucupira –, trouxe bons resultados à pós da ECA. A CPG também continuará as ações atualmente em curso, além de retomar o grupo de trabalho para revisão e informatização de processos, autenticação de documentos, implantação de fluxograma e criação de manuais.

A nova gestão dará andamento à implementação da Comissão de Cotas da ECA, que irá estudar os critérios para uma possível adoção de sistema de cotas nos processos seletivos da pós-graduação. Todos os programas de pós-graduação já indicaram seus representantes e agora serão realizadas as primeiras reuniões do grupo de trabalho.

A CPG prepara, em 2021 e 2022, as comemorações pelos 50 anos dos programas de pós-graduação da ECA, que tiveram início em 1972 com o curso de mestrado em Ciências da Comunicação. A programação vai incluir um seminário de autoavaliação dos programas e eventos comemorativos.

 

Do topo, à esquerda, ao canto direito (em sentido horário), novos presidentes e presidentas de comissões: Cibele Araújo (CG), Mário Videira (CPG), Irene Araújo (CPq) e Wagner Souza (CCEx). Fotos: Reprodução Youtube e Jornal da USP.

 

Comissão de Pesquisa (CPq)

Na CPq foi mantida a gestão formada por Irene de Araújo Machado (presidente), do Departamento de Comunicações e Artes (CCA), e Luciano Guimarães (vice-presidente), do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE).

O maior incentivo à iniciação científica é algo a ser mantido pelos próximos anos na CPq. “Ainda é preciso fomentar mais a participação dos alunos nos editais das agências de fomento e, assim, dar maior visibilidade aos nossos projetos de pesquisa”, disse Irene Machado à Congregação da ECA. O desconhecimento do corpo discente quanto à possibilidade de fazer pesquisa na graduação ainda é grande, relatou a docente a partir da sua experiência em eventos como a Feira USP e as Profissões e a Semana de Recepção aos Calouros da ECA.

Outro desafio é a criação do Comitê de Ética da ECA. A nova gestão se reunirá com assessores da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) com o objetivo de compreender os processos para a implantação dos comitês de pesquisa na USP. Com o comitê, o objetivo é estimular “a formação de uma cultura acadêmica em relação à ética de pesquisa”, explica a docente.

Além disso, a CPq, representada pelo professor Luciano Guimarães, integra uma equipe da PRP que está preparando o projeto Conhecimento científico: produção, circulação e repercussões na sociedade, para a comunicação da ciência à sociedade.

 

Comissão de Cultura e Extensão (CCEx)

Na CCEx foram eleitos os professores Wagner Souza e Silva (presidente), do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE), e João Paulo Amaral Schlittler Silva (vice-presidente), do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR).

Preocupada com o aperfeiçoamento dos trabalhos da comissão, a nova gestão quer criar novos pontos de contato com docentes e departamentos para as ações de extensão. O objetivo é fortalecer a comissão como um espaço para reunir dados e informações que possibilitem otimizar o apoio às diversas iniciativas da ECA nessa área. “A cultura e extensão é um tripe importantíssimo para a Universidade Pública na sua interface com a sociedade”, disse o professor Wagner à Congregação.

O docente acredita que a ECA possui uma “grande potência” para iniciativas de cultura e extensão. É o caso, por exemplo, da oferta de cursos de extensão na modalidade de ensino à distância que, no final de 2019, ganhou nova regulamentação da USP. Considerando que a pandemia levou os cursos em andamento a uma rápida adaptação ao ensino remoto, a nova gestão da CCEx deverá mapear tais experiências em ensino à distância e, com isso, auxiliar na definição de diretrizes para os cursos EAD.

Entre outras medidas, também será mantida a política de editais para apoio às iniciativas de cultura e extensão, criada na gestão anterior. Contudo, a ideia é ir além e “avançar de uma postura protocolar”, propondo iniciativas próprias da CCEx nesta área, disse o docente.

 

As novas presidências das Comissões de Graduação, Pós-graduação, Pesquisa e Cultura e Extensão terão mandato de dois anos.