Eli Borges Júnior apresenta sua dissertação “'Tecnodionysos'”: tecnologias digitais e ação em rede na cena contemporânea"

No programa  Em hipótese,  produzido pela ECATV em junho, o mestre em Ciências da Comunicação pela ECA Eli Borges Júnior apresenta sua dissertação  Tecnodionysos: tecnologias digitais e ação em rede na cena contemporânea, orientada pelo professor Massimo Di Felice, do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP)  e apoiada pela Agência FAPESP.

Eli Borges apresenta interfaces entre comunicação digital, cena contemporânea, ação em rede, ecologia da ação cênica, teatro e tecnologias digitais através da análise de casos representativos, como obras do grupo catalão-espanhol La Fura dels Baus, do francês Collectif Iduun e do brasileiro Coletivo Phila 7, a fim de realizar uma articulação teórico-prática entre seus trabalhos e alguns dos conceitos que tangenciamos, como presença, tempo, espaço e performatividade da tecnologia.

“Os três grupos apresentam formas de participação das tecnologias, e aqui me refiro especificamente aos dispositivos digitais, bastante distintas entre si, e por isso são ainda mais interessantes como casos de estudo. No Phila 7, toda a dramaturgia, o processo de criação e o modus operandi do espetáculo tiveram a participação da Internet como elemento fundamental, sem a qual o espetáculo não ocorreria”, diz Eli.

As mais diversas tecnologias, segundo Eli, abrem uma gama de possibilidades para as artes. “A experiência de perda da noção de tempo cronológico ou de desestabilização de nossa percepção de espaço físico traz agora outra infinidade de potenciais a serem explorados pelas artes”. A questão é como o ser humano vai lidar com essa mistura de alternativas e sentimentos ao longo do século XXI. “A emergência de novas formas de sentir, mesmo de novas formas estéticas, precipitadas pela interação com as tecnologias digitais, incita-nos a uma reflexão talvez muito mais reveladora no debate interdisciplinar das artes e da comunicação: qual a potência dessas novas formas em nos despertar o sublime, algo que, ao mesmo tempo, encanta e apavora?”, indaga e finaliza Eli Borges.

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