Pesquisa parte do Memórias Ecanas para falar de micronarrativas em comunicação interna

Com uma abordagem diferente, no dia 29 de outubro, a mestranda Emiliana Pomarico Ribeiro defendeu sua dissertação Micronarrativas como estratégia de comunicação interna, a pesquisa de mestrado.

De acordo com Emiliana, micronarrativas são depoimentos de vida, lembranças emocionais que, no caso de sua pesquisa, apresentam resultados afetivos e efetivos para a comunicação interna de uma empresa. Para a escolha do tema, a pesquisadora partiu de suas experiências diretas no projeto da Escola de Comunicações e Artes, o Memórias Ecanas, desenvolvido pelo professor e orientador da pesquisa, Paulo Nassar, do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP) da ECA. No projeto, funcionários, alunos e professores dão seus depoimentos sobre a Escola. Em forma de vídeo, suas histórias e memórias afetivas para com a ECA vêm à tona e resultam em um registro material do ambiente vivido nela.

 


Emiliana Pomarico e sua banca examinadora

A partir disso, Emiliana trabalhou com bases bastante semelhantes. A mestranda contatou o Museu da Pessoa e pediu que selecionassem, aleatoriamente, nove depoimentos de funcionários de empresas, os quais a pesquisadora analisou segundo códigos por ela identificados e bases teóricas. Com um estudo descritivo, Emiliana desenvolveu 10 categorias, que resultaram em 55 códigos de identificação. A partir deles, ela desmembrou cada um dos depoimentos para ver, na sua linguagem, significados como de reconhecimento, alegria, gratidão e obstáculos.

Um dos conceitos-base para o trabalho foi o de “metáporo”, desenvolvido pelo professor da ECA e teórico da comunicação, Ciro Marcondes Filho. De acordo com a teoria de Marcondes Filho, a comunicação de fato é bastante rara hoje, e só ocorre quando a mensagem que chega a um indivíduo realmente o afeta e o transforma, de alguma maneira, tanto no sentido objetivo, quando emocional. Outro conceito foi o da Jornada do Herói, desenvolvido por Joseph Campbell, no qual o teórico traçou etapas do herói na narrativa até chegar ao seu destino.

Os passos da jornada do herói foram também utilizados como códigos nos quais as trajetórias dos funcionários se encaixavam. Assim, por meio de suas lembranças postas no discurso, as trajetórias nas empresas eram contadas, bem como o que elas representaram para cada um deles.

por: Sofia Calabria
foto: Bruna Romão e J.R.Ribeiro